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A5 A5 F5 E5
Lá vem o vitor solito entrando no bororé
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E o cusco brazino ao tranco na sombra do pangaré
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Chapéu grande lenço negro jeitão calmo de quem chega
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Na tarde em tons de aquarela lembra um quadro do berega
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O flete troteando alerta culpa e se nega pros lados
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E uma perdiz se degola no último fio do alambrado
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Apeia na cruz da estrada e o seu olhar se enfumaça
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Saca o sombreiro em silêncio com respeito à sua raça
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(Lá vem o Rio Grande à cavalo entrando no bororé
B5 E5 A5
Lá vem o Rio Grande à cavalo que bonito que ele é
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Lá vem o Rio Grandee à cavalo entrando no bororé
B5 E5 A5
Lá vem o Rio Grande à cavalo que bonito que ele é)
Int.
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Procura a volta do pingo, e alça a perna sem receio
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Enquanto uma borboleta, senta na perna do freio
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Inté interte o cristão, que se cruza campo a fora
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Mirar a garça matreira, no seu pala cor de aurora
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Pois lá no rancho de leiva, que ele ergueu com seu suor
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Fica um sonho por metade, de quem vive sem amor
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Num suave bater de asas, cruza um bando sem alarde
A5 E5
E as garças e o Vítor somem , lá na lonjura da tarde
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